Desabafo| Me Perdi

Desabafo

Sabe quando você continua a mesma pessoa, fazendo as mesmas coisas, seguindo o fluxo da rotina da sua vida?  E ai você começa a não se reconhecer, tudo começa a incomodar, parece que essa vida não te pertence, e que essa pessoa não é quem você realmente é. e ai vem aquela pergunta inevitável. Onde foi que me perdi?

 

Passamos tanto tempo fazendo coisas no automático, fazendo o que esperam de nós, agindo como adultos maduros e responsáveis que não percebemos que aos poucos estamos nos perdendo. Um dia você deixa de comer um chocolate porque as pessoas esperam que você seja magra, no outro deixa de dançar como medo de parecer ridícula aos olhos dos outros. E assim vai se anulando, se escondendo, deixando de ser quem de fato você é, e por fim chega um tempo em que não se reconhece.

Pode ser rápido ou demorar algum tempo para que perceba que se perdeu, que está infeliz, que não gosta de quem se tornou. O trabalho está mais para um tortura, mas não tem forças para abandona-lo e sair a procura de algo que realmente te faça sentir útil. E ai se lembra que gostava tanto de ler mas algo te prende e você se quer consegue entrar em uma livraria e escolher um livro para recomeçar.

É tão frustrante e deprimente se perder a tal ponde em que se quer consiga lembrar do que gosta de fazer, do que te deixa feliz, de quem você é. E talvez, lá no fundo, bem no fundo do coração  saiba que se deixou consumir, pelo fluxo da vida. Existem pessoas que chamar isso de destino, mas nós sabemos que o real nome disso é comodismo. Nós nos acomodamos com o rumo que a vida vai nos levando. No inicio a desculpa é que somos jovens e não sabemos bem o que é a vida, e o tempo vai passando, vamos crescendo e amadurecendo, e quando a gente assusta estamos presos em uma vida e nem de longe é a que sonhamos.

você é dono da sua vida, do seu destino, e mesmo que se sinta preso, que se sinta fraco para assumir as rédeas da sua vida. É só um sensação, você não está preso de fato. Você é livre pra ser quem você quiser, e ter a vida que quiser e nunca é tarde de mais.

Se você não consegue mudar tudo, mude as poucos, compre um livro qualquer e leia, procure um outro emprego. O que no fundo quero dizer é pra você se permitir, permita-se ser diferente do que esperam que você seja, desaponte as pessoas. Você não precisa agradar todo mundo, só precisa se sentir em sintonia com se coração.

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Voltei!

Oi minhas meninas, tudo bem por ai??

Depois de quase um mês estou de volta e estou viva viu!

Passei vários dias pensando em o que escrever pra explicar meu sumiço, mas não tenho nenhum motivo relevante, então resolvi falar a verdade. Eu sempre escrevo aqui no blog sobre cabelo e minhas experiências em relação a assumir o cabelo natural, mas quase nunca falo sobre a minha vida pessoa, sobre os meus problemas e dificuldades do dia a dia, não sei se esse assunto interessa vocês, mas vou falar assim mesmo.

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Não me lembro de já ter comentado aqui, mas a quatro anos eu me mudei aqui pra montes claros, não foi uma opção mudar ou continuar em são Paulo, eu tive que mudar junto com meus pais, e depois dessa mudança passei por varias dificuldades, tanto financeiras quanto de adaptação. Eu tinha 18 anos na época, estava cheias de sonhos e projetos pra minha vida que na realidade em que eu vivia em São Paulo eram coisas que não tinha como eu não realizar.

Por um lado essa mudança foi ótima, passei a conviver com meus avós, teve um tempo que eu até morei na casa deles, e sem duvida eles foram muito importantes pra que eu não enlouquecesse com todas as coisas que estavam acontecendo. Conheci meu namorado que foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo aqui em Montes Claros. Mas como tudo na vida tem seu lado ruim, e comigo não foi diferente, eu não me adaptei, não consegui fazer amizades e nem acostumar com a realidade financeira da minha família na época.

Hoje estou bem, me acostumei com o ritmo mais calmo da cidade em relação à cidade que eu morava antes, tenho poucos amigos mais verdadeiros, e aprendi muito com o período difícil e amadureci muito. Eu era uma menina que nunca tinha passado por problemas de verdade quando cheguei aqui e tudo que aconteceu me fez crescer. Sem duvida tudo isso foi importante pra pessoa que sou hoje, mas ficaram os traumas e as magoas.

E esse mês foi difícil pra mim, na verdade depois que mudei pra cá o mês do meu aniversario é sempre muito complicado. É um mês em que não consigo não pensar nos sonhos e projetos que não consegui realizar, não consigo não pensar que não estou estudando e que preciso de um emprego pra ontem pra que eu consiga voltar pra faculdade.

E como eu sou daquelas super sentimentais, eu fico totalmente sem ânimo pra fazer as coisas, fico chorosa e deprimida. Sei que tenho que colocar um sorriso no rosto, ser forte e seguir em frente, mas eu já estou sendo forte tanto tempo que precisei me dar um tempo pra chorar pra que eu realmente consiga continuar. Chorar e sofre é importante pra que consigamos seguir em frente.

Sábado dia 27 eu completo 22 anos, e espero de verdade conseguir deixar as tristezas de lado e ter mais força pra correr atrás das coisas que são importantes pra mim!

Espero que esse texto explique o meu sumiço aqui do blog e das redes sociais!

Não se preocupem que o blog vai voltar ao normal, vamos ter posts de segunda a sexta.

Mil beijos e até o próximo post!

Senti saudade de vocês!

#Desabafo|Mais Respeito Por Favor!

Oi meninas, tudo bem por ai? Por aqui está tudo ótimo! Hoje eu vim falar sobre um assunto que está me incomodando muito. Pensei bastante antes de escreve esse texto, pois o assunto é bem polemico, mas estou sentindo em meu coração que devo falar.

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Estou vendo varias meninas brigando nas redes sociais, em geral as brigas são entre cacheadas/crespas e lisas/alisadas. E tudo isso é muito triste! Meu coração fica apertado quando vejo uma cacheada/crespa revidando com ofensas as ofensas que uma lisa/alisada fez ao nosso cabelo crespo.

Sei o quanto sofremos com o preconceito, os padrões de beleza, e a sociedade gritando que nossa juba é ruim. Também sei o quanto foi doloroso passar anos escondendo quem somos, por trás de químicas e chapinha, sofri tudo isso na pele e falo com propriedade no assunto.

Mas o que realmente estou tentando dizer com isso tudo, é que não devemos pagar na mesma moeda. Não se paga dor com dor e nem descriminação com descriminação, se paga tudo isso com amor, aceitação e respeito ao próximo.

Quando eu lembro, o quanto eu sofri com as pessoas falando do meu cabelo, falando que era feia só  porque tinha cabelo ruim, crespo, duro e etc… Não desejo que nenhuma pessoa sinta o que senti, independente se o cabelo dela é crespo ou liso. Afinal nós como seres humanos somos muito mais que cabelo.

Não vou ser hipócrita, e falar que nunca revidei  um ofensa ao meu cabelo, até porque é muito difícil ouvir alguém nos ofendendo, e não termos o reflexo de fazer o mesmo com a pessoa.

Durante a transição muita coisa mudou em mim, e uma delas é que aprendi a respeitar as pessoas, mesmo que elas não me respeitem. Aprendi que não é porque uma pessoa está me ofendendo, que eu tenho o direito de ofende-la, e não é porque assumi meu crespo, que tenho o direito de ofender que alisa.

Junto com a transição capilar vem muita maturidade, e devemos usar e abusar dela quando formos ofendidas. Quando uma pessoa criticar o teu cabelo, elogie o dela, trate-a com gentileza, afinal gentileza gera gentileza.

Meninas, espero ter usado as palavras certas para expressar minha opinião! Lembrando que essa é a minha OPINIÃO, e não uma verdade absoluta.

Deixe ai nos comentários a sua opinião sobre o assunto, vou adorar saber o que você pensa e se concorda comigo ou não! E se gostou desse post compartilhe com as amigas!!!!

Um beijo e um cheiro!

 

 

#Desabafo – Meu cabelo não é Modinha

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você passa mais de um ano, sofrendo com seu cabelo, cuidando, hidratando, tento que lidar com duas texturas de cabelo, se sentindo péssima, e com a auto estima la em baixo, pra vir uma pessoa falar que cabelo cacheado está na moda. Como não surta ?!

Lembra quando você era criança? Na escolinha, suas coleguinhas não queriam sentar perto da menina de cabelo ruim. E quando você era mocinha, com seus 11, 12 anos, até quem dizia ser suas amigas faziam piada com seu cabelo. Ai você descobriu a chapinha, a progressiva, alisamentos e relaxamentos, e mesmo sua mãe dizendo pra você não alisar o cabelo, você chorou, esperneou e implorou, e ai, sua mãe com o coração apertado, comprou uma chapinha pra você.

Você se agarrou com todas as suas forças, naquele momento, a chapinha era como um bote salva vidas, que veio pra te salvar, dos comentários maldosos, olhares de deboche e piadinhas sem graça.

Agora você cresceu, não é mais uma menininha, você já tem consciência das coisas, descobriu de fato o que é preconceito e padrão de beleza. E se naquela época você soubesse o que significava essas coisas, você jamais teria implorado por uma chapinha pra sua mãe.

Hoje quem é você? Eu te digo, você é uma mulher forte e decidida, que tem nojo desse padrão de beleza absurdo que as pessoas inventaram; e você lutou, ou esta lutando para recuperar seu cabelo, só porque ele significa muito mais do que cabelo. Ele significa quem você é, teu cabelo é como um tapa na cara da sociedade preconceituosa.

E ai vem as pessoas, falarem pra você, que cabelo cacheado ta na moda. Cala a boca!!! Meu cabelo não é moda, e se tem muita gente usando cabelo cacheado é só porque elas passaram pelas mesmas coisas que eu, e hoje estão decididas a serem quem elas são de verdade, sem mascaras ou artifícios para esconder suas raízes.

As meninas passam mais de um ano para recuperar os cachos, não para estar na moda, é pra gritar pra sociedade que padrão de beleza não existe. O que existe são pessoas únicas, com personalidades únicas, e cachos únicos, divas na sua beleza particular, extraordinária e ÚNICA !

Não quero ter cachos perfeitos!

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Existe uma infinidade de conteúdo na internet falando sobre truques para ter cachos perfeitos, dicas, técnicas e segredinhos que prometem resultados milagrosos. E eu me pergunto, por que estou passando pela transição capilar? Por que tanto sacrifício para me ver livre da chapinha e da progressiva, se eu vou me tornar escrava da busca pelos cachos perfeitos?

Quando comecei a pensar em recuperar meus cachos, minha intenção era recuperar minha beleza natural e minha liberdade, queria não gastar horas escovando e chapando o cabelo, e sabe aquela preguiça que dá de lavar o cabelo só porque você vai ter que ficar uma hora arrumando? Pois é, esse foi um dos principais motivos que me levaram a desistir do cabelo liso.

Não sei se é uma ilusão, mas minha vontade é gastar no máximo dez minutos com meu cabelo por dia, me sentir bonita e arrumada, com meu cabelo do jeito que ele é, mesmo que os cachos não sejam os mais bonitos. Mas o que vejo, são milhares de meninas que trocaram as horas alisando e espichando o cabelo, por horas enrolando as madeixas.

Eu realmente não entendo por que as meninas estão deixando um vicio, para serem escravas de outro!

O que me move é a vontade de ser quem eu sou, sem mascaras ou truques, ser apenas eu, do jeitinho que Deus me trouce ao mundo. Eu acredito que, o que, da sentido a transição capilar é o desejo de ser você mesma, e se sentir bem sendo você mesma, se achando linda e com a auto estima elevada.

Afinal assim como todos nós somes únicos, nosso cachos também únicos e perfeitos na sua individualidade!

Desabafo

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Criei esse espaço para compartilha minas experiencias com meu cabelo, compartilhar todo o processo de transição capilar, mas me perdi no meio do caminho.

ultimamente tenho pensado muito sobre a transição capilar, sobre como não estou sendo fiel comigo mesma. Diversas vezes me pego pensando em alisar, fazer uma progressiva. Sei o quando sofri até aqui, e como desejo poder ter meu cabelo de novo da forma que ele, e não me preocupar com a raiz alta ou com o volume.

A cada dia que passa fica mais difícil; achei que a medida que me cabelo fosse crescendo, eu me sentiria mais a vontade com meu cabelo, com os cachos e o volume, mas a verdade é que não me reconheço, todas as vezes que me permitir usa-lo naturalmente, não conseguir me achar bela, me achar eu mesma. Além de disso tive que lidar com o preconceito que até então eu desconhecia. acho que por que eu comecei alisar meu cabelo muito nova, não me recordo de ter sido criticada por ter o cabelo cacheado.

Com tudo isso percebo que a transição capital, vai muito além que assumir os cachos.É um ato de coragem, é uma alto aceitação, de amor próprio e de descoberta. Nesse momento a minha transição representa um grito de liberdade a todo esse preconceito e a todo esse padrão de beleza que me parece absurdo.

Tento me manter forte e não dar ouvidos aos absurdos que as pessoas falam sobre meu cabelo, mas tenho fraquejado. estou me agarrando a chapinha com todas as minhas forças. No trabalho minha chefe me reprendeu por estar com o cabelo natural, me perguntou por que não estava penteando o cabelo. E depois desse ocorrido não tenho mais coragem de ir para o trabalho sem antes fazer chapinha.

Obs: Me desculpem por não estar compartilhando os detalhes da transição capilar, não sei bem porque estou deixando de postar. Mas me comprometo a vir aqui uma vez por semana falar sobre o meu cabelo, e vou postar sobre tudo que aconteceu até hoje.

Beijos no coração!